No dia 2 de setembro ocorreu o penúltimo encontro com a turma de Pós-Graduação em Gestão de Marketing Digital no IGEC (Instituto de Gestão e Comunicação da Facha – Faculdades Helio Alonso, no Rio de Janeiro), onde debatemos um tema bem interessante: a gestão de conteúdo para empreendedores digitais.
Obs: Caso se este o primeiro post que você lê sobre o tema aqui no RTRBlog, vale dar uma conferida nos posts pós-aula anteriores, relacionados ao final deste aqui.
Para iniciar o debate sobre o tema, nada melhor do que trazer à tona um pensador muito influente no início da década de 90, que faz parte daquele time que conseguiu desenhar o cenário de hoje, muito antes que qualquer investidor ou analista de mercado poderia prever.
Pierre Lévy, em sua obra “A inteligência coletiva” (1994), teve e tem a capacidade de nos levar por uma viagem através dos espaços antopológicos do homem e de como o mais atual, o Espaço do Saber, se comporta quando os conhecimentos de toda a história recente do ser humano está interligado.
Os intelectuais coletivos inventam línguas mutantes, constroem universos virtuais, ciberespaços em que se buscam formas inéditas de comunicação.
A partir deste extrato (pág 121, na versão da Editora Loyola), nos deparamos com o dna do trabalho de gestão de conteúdo em empreendimentos digitais: contribuir mais do que consumir para, em suma, ter autoridade e liderança frente a comunidade para a qual você vai vender serviços ou, até mesmo, conteúdo.
O foco se deslocou, então, para o mundo real, onde avaliamos dois modelos básicos, suscetíveis ao impacto do conteúdo: empreendimentos baseados em serviços e outros na própria venda do conteúdo em si, este último bem controverso em um universo “Fremium” por definição.
Quando o assunto é serviço é até mais clara a função do conteúdo. No exemplo discutido em sala, os produtos da 37signals.com, ficou claro que, para estruturar o discurso ao redor da filosofia de trabalho centrada na produtividade e colaborativismo, os criadores do Basecamp utilizaram vídeo, blogs de produto e suporte personalizado, como ponte direta para seus 5 milhões de usuários.
Mas e quando o assunto é conteúdo per si? É possível criar um modelo de negócio que viva dele e para ele? Levamos dois modelos para mostrar que é possível sim. O primeiro, o site da vídeo-tutoriais Lynda.com figurou como um modelo clássico de conteúdo fechado, tão difícil de se trabalhar hoje em dia.
A chave do sucesso aqui foi trabalhar a ligação entre dois perfis fundamentais em um ecossistema baseado em conhecimento: aquele que quer ensinar e aqueles que querem aprender. Será o negócio do Lynda.com produzir vídeo-aulas? Acreditamos que não. A chave do sucesso está na aproximação entre estes dois universos.
Outro modelo foi aquele em que o conteúdo é uma ponte “Fremium” para produtos correlatos. Para exemplificar este cenário, trouxemos os podcasters do “Jovem Nerd” que, ao oferecer conteúdo relevante para uma determinada comunidade, capitalizaram a liderança e conhecimento dos códigos linguísticos e de significado praticados por esta comunidade para vender inteligência de mercado.
Para concluir um papo tão promissor, trouxemos ainda uma dinâmica de análise de modelo de negócio. A proposta era avaliar os sites: BigBang Café, Empreendemia, EscibraCafe e Logo Chef e de como o conteúdo foi trabalhado (ou não) como diferencial para os primeiros passos de seus negócios.
Ao fechar esta discussão, concluímos também os passos que, junto com a turma do IGEC, percorremos da tentativa de definição à aplicação prática do Universo de Conteúdo que a todos nos cerca.
Foram cinco unidades, muitas provocações e uma grande expectativa para a apresentação dos trabalhos finais por parte dos alunos, que ocorrerá no próximo dia 9 de setembro.