Quem está acompanhando o RTRBlog já está por dentro, mas, para quem chegou aqui agora, aí vai o plot: ontem aconteceu a terceira aula junto no IGEC (Instituto de Gestão e Comunicação da Facha – Faculdades Helio Alonso, no Rio de Janeiro), onde fomos convidados para ministrar um módulo (Gestão de Conteúdo) na Pós-Graduação em Gestão de Marketing Digital. A turma (tão participante e interessada), a metodologia que escolhemos (despalestras e provocações) e o que ainda falta apresentar e debater deixam uma certeza: é um desafio e tanto. E, claro, estamos lá para cumpri-lo.
Neste terceiro encontro caímos de cabeça em dois conceitos fundamentais para o trabalho de Gestão de Conteúdo: plataforma e conversação. A evolução dos ambientes digitais nos mostra que, se antes tínhamos “jornais eletrônicos” colocados à nossa frente de forma estática e como se inscritos em pedra, hoje temos ambientes vivos e orgânicos que nos oferecem serviços e que nivelam grandes corporações e o usuário comum, oferecendo-lhes, em tese, as mesmas ferramentas. Como incluir nossos clientes nesta selva?
Seguimos provocando. E se falássemos de “estudo de partículas básicas de conteúdo?”. E falamos: através dessa metáfora didática apresentamos diferentes formas de se produzir e gerenciar conteúdo. Da pequena descrição da “bio” em uma rede social, ao trabalho viral com vídeos e videocasts, a pegada foi combinar formatos com canais. Para isso trouxemos alguns exemplos praticados no mercado, em marcas nacionais como Petrobras, Souza Cruz e Submarino e outras lá da terra do Tio Sam, como o seriado Glee (FOX) e o Will it Blend, aquela mesma dos liquidificadores americanos que teriam o poder de triturar tudo.
Na penúltima temática da noite falamos ainda de como a produção para todos estes formatos (incluindo os dispositivos de mobilidade) precisa “conversar” com o Google. Ou melhor, com os seus robôs, que a tudo scaneiam em sua insana e voraz fome por palavras-chave. E que maneira melhor para fazer isso do que reescrever as Três Leis da Robótica de Isaac Asimov?
A “licença autoral” gerou ainda uma análise de como o usuário se encaixa neste cenário e que perigo representam tanta liberdade e acesso à ferramentas. E por falar nelas, este tópico foi apresentado à luz do embate entre dois livros fundamentais: “O Culto do Amador” e “Cultura da Convergência”.
Para fechar a aula, substituímos a provocação por uma dinâmica de análise dos próprios exemplos apresentados. A proposta era que cada grupo escolhesse um dos sites apresentados na aula e apontasse ou uma boa utilização das tais “partículas fundamentais de conteúdo” ou uma utilização não tão boa e desse sugestões de como melhorá-la. Opiniões bem relevantes e sugestões idem para sites como a FanPage do Glee, os sites ao redor da série TrueBlood, a ação da Petrobras para o Campeonato Brasileiro e a Current.tv.