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Infográfico: seu próximo livro didático será um eBook

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A rede educacional americana OnlineEducation.net publicou recentemente o resultado de suas pesquisas em um simpático infográfico, que nos leva a uma conclusão evidente: até 2015, alunos de lá estarão estudando com a ajuda de eBooks.

Uma rápida olhada em “Os livros didáticos do futuro” revela que 42% dos estudantes já viram ou compraram eBooks em 2010, em um total de 400% de aumento de vendas nos últimos três anos. Estamos falando de uma indústria de US$ 5,5 bilhões de dólares e de outra excelente notícia: pelo menos lá nos EUA, os eBooks didáticos são 53% mais baratos que sua cópia física (alô editoras nacionais!).

Tirando este bla-bla-bla numérico, são ainda mais interessantes as constatações sobre o formato e experiência de uso envolvendo livros didáticos eletrônicos.

Tudo bem que, aqui, o infográfico soou um pouco tendencioso por focar somente no iPad, mas, fazer o quê, é o suporte para este material mais vendido no último ano.

Graças a aplicativos, aumento de foco e portabilidade é mais fácil estudar em um tablet do que da forma tradicional. E olha que estamos aqui chamando de tradicional o notebook.

E, em um futuro bem próximo, estaremos envoltos por uma experiência multimídia em outro nível. O livro didático assumirá a feição de bibliotecas inteiras, com vídeos, fotos, games, leitura compartilhada e exercícios lúdicos serão o centro da experiência.

Quem vai moldar este futuro?

Você sabe com a Eink funciona?

Sriram Peruvemba, vice presidente de marketing da Eink, a fabricante das telas que equipam, por exemplo, os Kindle (até a versão 4), sabe. Conta para nós neste vídeo de 19 minutos. Só este ano serão produzidas 30 milhões dessas telinhas. Sim, elas ainda são em tons de cinza e não são multitouch, mas impulsionaram a indústria dos eBooks como nenhuma outra.

Via: ARMDevices

O estado atual da indústria de eBooks no Brasil

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O infográfico abaixo, apresentado na XV Bienal do Livro, é, na verdade e para os olhos certos, um mapa de oportunidades. Da maneira como vemos as coisas existem dois grandes pólos de trabalho. O primeiro envolve cumprir a demanda reprimida das editoras nacionais que ainda não colocaram os pés no mundo digital, nada menos do que 30 das 45 grandes. Essa é a parte fácil, acreditem. Envolve, basicamente, colocar-se como FORNECEDOR de um mercado já existente.

O segundo grande pólo de trabalho é EMPREENDER junto à indústria do livro. Mudar formatos e modelos de negócio de maneira a atrair novos autores, aqueles sintonizados com os paradigmas atuais e mostrar que existe vida inteligente ( = comercialmente viável) na publicação independente, no long tail, na formação de novas comunidade de leitores. Só tem uma questão: a indústria do livro é tradicionalmente avessa a grandes reviravoltas.

Ou seja, temos muito trabalho pela frente.

Via: @vignamaru que leu no Revolução eBook