O site Lynda.com é um case em muitos aspectos. Ele oferece treinamento online de altíssima qualidade e, como modelo de negócio, consegue cobrar por conteúdo, além de ser um intermediário entre quem pode ensinar (e quer ganhar por isso) e quem quer aprender.
Em suma: ele consegue vender conteúdo de qualidade em uma época em que tanto se discute a sustentabilidade de modelos de negócio como esses.
No entanto, não é tão sexy como outras start-ups. A usabilidade de toda a operação tem cara de “pc guy”. O canal Creative Inspirations é uma tentativa de quebrar este gelo. No vídeo em destaque, um jeito diferente de fazer o já (ou ainda) famoso storytelling.
Clientes da Contém Conteúdo, amigos e leitores do RTRBlog têm acompanhado o andamento das aulas que estamos ministrando no IGEC, como parte integrante da Pós-Graduação em Gestão de Marketing Digital. As discussões que têm surgido ao redor dos temas são sempre muito interessantes e a experiência de levar a prática do mercado para a sala de aula é um desafio.
Ontem, no quarto encontro com a turma abordamos uma questão pra lá de delicada no mundo da Gestão de Conteúdo: o trabalho de produção e divulgação de conteúdos corporativos para os diversos públicos que formam o ecossistema empresarial. Iniciamos relembrando a todos algumas das funções que a Comunicação Interna pode ter, destavando o gerenciamento de crise e o alinhamento da cultura interna da empresa.
O passo seguinte foi entender como ferramentas usuais (a.k.a “e-mail”, “intranet” e “.com”) se interrelacionam no atendimento à essas necessidades de comunicação. Existe uma combinação ideal? No passo seguinte, ficou um pouco mais claro que o mundo ideal é difícil de se alcançar quando envolvemos grandes corporações, tão díspares em suas particularidades e, ainda assim, tão semelhantes na necessidade de seguir a “tendência da moda”.
A partir desta inferência, partimos para estudar três modelos de atuação, indo de um extremo (onde sua equipe interna de comunicação dá conta do recado) ou outro (onde tudo é realizado por uma agência contratada). Novamente: não existe fórmula mágica. Apenas o trabalho diário rumo a realização dos objetivo do seu cliente (ou chefe).
O papo ainda abordou um desdobramento da não existência de fórmulas mágicas, na dificuldade que é para agentes de comunicação variados (sejam eles internos ou representantes de uma agência contratada, por exemplo) fazer seus clientes acompanharem a velocidade do mercado que pesquisam. Ou, traduzindo, quem vive pesquisando em laboratório consegue aplicar suas descobertas no dia-a-dia da empresa? O que podar? Em que insistir? Como basear suas indicações para que a escolha aconteça?
Para fechar a aula, substituímos a provocação pela dinâmica de escolha dos briefings para as apresentações finais da turma. Levamos quatro deles, os grupos de formaram e o sorteio, feito por um representante de cada grupo, determinou a ordem das apresentações, a ocorrer no próximo dia 09/09. Por curiosidade, como temas, temos ações promocionais no varejo, gerenciamento de crise em uma estatal, suporte de conteúdo para uma startp-up e o lançamento de uma série de TV.
Referências:
Aulas anteriores:
Quem está acompanhando o RTRBlog já está por dentro, mas, para quem chegou aqui agora, aí vai o plot: ontem aconteceu a terceira aula junto no IGEC (Instituto de Gestão e Comunicação da Facha – Faculdades Helio Alonso, no Rio de Janeiro), onde fomos convidados para ministrar um módulo (Gestão de Conteúdo) na Pós-Graduação em Gestão de Marketing Digital. A turma (tão participante e interessada), a metodologia que escolhemos (despalestras e provocações) e o que ainda falta apresentar e debater deixam uma certeza: é um desafio e tanto. E, claro, estamos lá para cumpri-lo.
Neste terceiro encontro caímos de cabeça em dois conceitos fundamentais para o trabalho de Gestão de Conteúdo: plataforma e conversação. A evolução dos ambientes digitais nos mostra que, se antes tínhamos “jornais eletrônicos” colocados à nossa frente de forma estática e como se inscritos em pedra, hoje temos ambientes vivos e orgânicos que nos oferecem serviços e que nivelam grandes corporações e o usuário comum, oferecendo-lhes, em tese, as mesmas ferramentas. Como incluir nossos clientes nesta selva?
Seguimos provocando. E se falássemos de “estudo de partículas básicas de conteúdo?”. E falamos: através dessa metáfora didática apresentamos diferentes formas de se produzir e gerenciar conteúdo. Da pequena descrição da “bio” em uma rede social, ao trabalho viral com vídeos e videocasts, a pegada foi combinar formatos com canais. Para isso trouxemos alguns exemplos praticados no mercado, em marcas nacionais como Petrobras, Souza Cruz e Submarino e outras lá da terra do Tio Sam, como o seriado Glee (FOX) e o Will it Blend, aquela mesma dos liquidificadores americanos que teriam o poder de triturar tudo.
Na penúltima temática da noite falamos ainda de como a produção para todos estes formatos (incluindo os dispositivos de mobilidade) precisa “conversar” com o Google. Ou melhor, com os seus robôs, que a tudo scaneiam em sua insana e voraz fome por palavras-chave. E que maneira melhor para fazer isso do que reescrever as Três Leis da Robótica de Isaac Asimov?
A “licença autoral” gerou ainda uma análise de como o usuário se encaixa neste cenário e que perigo representam tanta liberdade e acesso à ferramentas. E por falar nelas, este tópico foi apresentado à luz do embate entre dois livros fundamentais: “O Culto do Amador” e “Cultura da Convergência”.
Para fechar a aula, substituímos a provocação por uma dinâmica de análise dos próprios exemplos apresentados. A proposta era que cada grupo escolhesse um dos sites apresentados na aula e apontasse ou uma boa utilização das tais “partículas fundamentais de conteúdo” ou uma utilização não tão boa e desse sugestões de como melhorá-la. Opiniões bem relevantes e sugestões idem para sites como a FanPage do Glee, os sites ao redor da série TrueBlood, a ação da Petrobras para o Campeonato Brasileiro e a Current.tv.