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Small Demons: livros que falam de filmes, que lembram músicas e foram compostas por pessoas em algum lugar.

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Sabe aquele tipo de pessoa que, sentada com você em uma mesa de bar, consegue conectar os assuntos, as pessoas, livros que leu e filmes que viu em um único discurso de forma que, ao pagar a conta e caminhar para o estacionamento, deixa você pensando: “que mente viva e brilhante!”

Agora imagine reunir essas pessoas ao redor de uma ferramenta que potencialize as narrativas de seus livros preferidos, de forma a relacionar todos os lugares, pessoas, músicas, filmes e o que mais elas lembrarem em um formato participativo? Essa é a Small Demons, uma startup baseada em Los Angeles que promete complementar as narrativas de livros e personagens preferidos com infinitas informações correlacionadas.

O trabalho, que muito bem poderia ser o 13º de Hércules, é mantido pelo Pensamento Coletivo de seus próprios usuários. Um detalhe curioso é que, no melhor estilo crowdcontent, existem camadas de participação, que vão da simples menção a uma incorreção no já publicado, até o Olimpo dos Curadores, mestres em determinado tópico que recebem distinção especial do site.

O modelo de negócio é todo baseado em programas de afiliados de grandes redes de venda de conteúdo americana (Amazon, Barnes & Noble, Kobo etc) e ainda não mostrou a que veio, nesse quesito. Naquele relativo à utilidade da ferramenta para pesquisa, contudo, ele dá um show.

Tome por exemplo a página do American Gods, do mestre Gaiman. Vejam como a leitura ganha, como a narrativa parece mais viva e completa ao navegar por itens como os lugares por onde a história se desenrola, programas, filmes e músicas citadas no livro e até mesmo – em uma leitura mais transversal -, comidas, gadgets e marcas citadas. Muito bacana, não?

O que está por trás?

Ao que tudo indica, a isca do programa de afiliados é apenas para teste de conceito porque, parece claro que o que está sendo construído pela turma do Smal Demons é sim, uma completa plataforma para se contar boas histórias, espaço pelo qual anunciantes estão matando por. Agora é ficar de olho no que vem por aí.

E vocês, o que acharam? Vinga?

Vídeo: você sabe como é feito um audiobook?

Trabalho bem bacana esse o do Estúdio VCS. Nesse vídeo produzido pelo portal IG podemos acompanhar todas as etapas da criação de um audiobook. O processo envolve a revisão do texto, sua adaptação e, claro, gravação, que pode incluir um casting de atores ou até mesmo o próprio autor.

Segundo o coordenador da produtora, Bruno Scalzo, livros infantis, religiosos e de auto-ajuda figuram entre os mais procurados para este tipo de conversão.

Governo americano processa Apple e as editoras brasileiras dobram Amazon

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Era uma vez um grupo de seis amigos. Na verdade eles nem eram tão amigos assim, a coisa estava mais para aliados mesmo, unidos em uma causa suspeita mas que garantiria ganhos para todas as suas casas: aumentar o preço do pão e do circo sem que ninguém soubesse.

Fizeram isso sob o comando do dono da guilda que fabricava as bancas onde eram vendidos brioches e tranças, assim como filipetas ricamente ornamentadas para as sessões do divertimento diário das comunidades ao seu redor.

Eis que, enquanto banqueteavam e davam por certo o sucesso do plano tão elaborado, chega uma carta do Rei (ou do primeiro ministro, dependendo de onde essa história é contada) conclamando a todos para uma audiência.

O teor da missiva era um tanto quanto forte e não vamos reproduzi-la aqui mas, em resumo, o comandante em chefe garantia que havia descoberto – depois de longa investigação -, o plano mercantilista da turma tão letrada e outrora detentora do conhecimento daquela próspera nação.

A história fica congelada nesse ponto, enquanto os seis confabulam sobre a carta e se preparam para a reunião no palácio Real.

 

Fosse assim tão fácil entender a realidade por trás do processo que o governo dos EUA instaurou contra Apple, Hachette SA, HarperCollins, Macmillan, Penguin e Simon & Schuster; tudo não passaria de um mal entendido e, acordo para lá, acordo para cá, todos voltariam às suas banquinhas, ou a banquinha exclusiva da Apple, como queira; e os livros continuariam com os preços de até então.

Contudo, o passo dado ontem pela cidade de Nova York (o processo saiu do Tribunal Distrital de lá) vai ecoar por meses ou anos e afetar a nascente indústria dos livros digitais. Quer saber como? Vamos lá.

Modelo de agência, o grande culpado?

No modelo tradicional, a editora vende o livro à livraria por um preço bem inferior ao de capa e a sua loja de livros predileta vai jogando descontos aqui ali para garantir a concorrência e seu público. Se no mundo físico isso funcionou por 200 anos, quando a Amazon entrou na jogada, começou a subsidiar os eBooks, vendendos-os a preços bem abaixo do possível. E tudo mudou.

Daí, quando a Apple lançou o iPad em 2012, ainda sob a batuta de Steve Jobs, esse, negociador cruel, como não deixa mentir sua biografia (que aliás foi um dos eBooks mais vendidos…), burilou o chamado modelo de agência. E é aí que mora toda a polêmica.

Nesse modelo, o editor fixa o preço final do livro, que não pode ser vendido por outro preço em nenhum outro varejista. Ah sim, esqueci de um detalhe: a Apple leva 30% de todas as vendas! E mais: o acordo com as editoras e a Apple garante que elas não vendam o livro mais barato em qualquer outro lugar.

Mas como esse modelo pode se sustentar em um segmento tão competitivo e livros para Kindle custando 9 pratas-americanas? É aí que se levantou a questão do monopólio e da conspiração, cerne do processo instaurado: a Apple e as editoras consorciadas teriam subido exageradamente o preço dos livros ao mesmo tempo para poder garantir fatias do bolo para todos. E, claro, combater a Amazon.

Dezesseis estados americanos estão lançando seus processos também e as editoras acabam ficando divididas. HarperColling, Simon & Schuster e Hachette aceitaram os termos e devem remodelar seus contratos com a Apple em breve; as demais dizem sustentar o modelo de agência; os demais sustentam que aderir ao modelo de agência garantirá a sobrevivência ao monopólio da Amazon no longo prazo.

O que acontece a partir daí? Analistas americanos apontam algumas tendências. As editoras que capitularam ao acordo provavelmente terão livros mais baratos para Kindle e até mesmo sairão da iBook Store. Mas todos concordam que a mudança de cenário será gradual e levará algum tempo.

Enquanto isso, no Brasil

A Amazon está lutando para trazer seu modelo de livros muito baratos – à revelia das editorias – para o Brasil. Já ensaiou algumas vezes, chegando a anunciar datas de início das operações, escritório nacional e tudo o mais.

No entanto, em sua última visita ao país, os representantes de Jeff Bezos não conseguiram fechar um acordo que garanta descontos tão agressivos nos livros de Objetiva, Planeta, Record, Rocco, Sextante e L&PM. O mercado editorial brasileiro seguirá atrelado aos imensos show-rooms em shoppings enquanto, em nossos kindles, ao que parece, vão demorar a chegar os lançamentos do mês.

O mesmo negócio, duas situações totalmente diferentes e o mercado de ebooks em jogo. O que acham?