Entrou no ar hoje pela manhã a versão 4 do maior blog de Propaganda deste país, o Brainstorm#9, editado pelo amigo Carlos Merigo. Nossa participação no projeto nasceu de um convite, muito bem vindo, do próprio editor. “Queria sua opinião sobre a arquitetura e funcionalidades, além de estudar a viabilidade técnica.”
Quando o Merigo fala em viabilidade técnica, você entende revirar o Wordpress de cabeça para baixo e recheá-lo de plugins. Coisa que o Leoninja Davinci que assina as soluções tecnológicas da Contém Conteúdo, Humberto Oliveira, come no café da manhã.
Dias depois iniciamos os trabalhos com umas 10 voltas de vantagem, com o layout aprovado de cara, até porque foi criado peplo próprio time do BS#9 (#momentostandup). Partimos então para uma semana de ajustes estratégicos para alinhar as novidades que ele queria trazer e aquilo que consideramos uma solução de usabilidade legal. Resultado?
Brainstorm #9 V. 4.0 from Carlos Merigo on Vimeo.
Como você pode ver no vídeo acima, criado pelo próprio Merigo, são muitos detalhes novos e incríveis. Mas aqui, gostaríamos de registrar o que, em nossa opinião, o maior deles, ao ponto de marcar o blog enquanto referência no mercado e neste projeto em particular.
Cada decisão, cada funcionalidade, cada plugin foi criteriosamente escolhido, instalado e configurado para valorizar e viralizar o conteúdo do blog. Parece óbvio, mas isso é raríssimo de se conseguir, principalmente no nível ao qual o time do blog procura manter. Estamos falando de relevância e qualidade diárias.
Aí está a razão do sucesso e do título deste post. O BS#9 já é um time que ganha há muito tempo, pois sempre teve o foco em conteúdo.
Aqui, neste post ao estilo bastidores eu poderia dizer que ajudamos a fechar a estratégia, a arquitetura de informação e o desenvolvimento. Mas, para resumir, nossa função foi tão e simplesmente, e isso não é de maneira nenhuma desimportante, apertar todos os parafusos dessa imensa lente Carl Zeiss para que ela não perdesse o foco.
Sorria, você está sendo blogado.
A evolução da troca de conteúdo encontrou nos dias hoje um esperanto, uma linguagem comum, que a todos une: o stream.
Você o conhece desde sempre pois ele estava lá nos primeiros blogs em suas colunas organizadas cronologicamente, explodiu nos scraps de Orkut e ressurgiu ainda mais dinâmico quando o twitter reinventou as bases do compartilhamento de informações em redes sociais, em 2006.
É quase óbvio lembrar, mas o fluxo de informações é mais antigo do que a internet. Mais antigo do que o capitalistmo. Mais antigo do que quase tudo.
Até filósofos gregos – peço aqui um pouco de paciência aos mais críticos - , flertaram com o conceito ao afirmar que a realidade, o tempo, a vida, é um rio que não para de correr e no qual você nunca entra duas vezes de forma igual.
É uma metáfora interessante não? O rio de Heráclito como figura para Facebooks, Twitters, Justin.Tvs e quetais? Mas nosso objetivo é outro.
Ao realizar um estudo de benchmarking para um novo cliente, resolvi pesquisar os formatos, apresentações e objetivos no qual esse tipo de interface se apresenta.
Meu objetivo era construir uma solução onde o fluxo de indicações e comentários se manifestasse de diversas formas ao longo de uma solução com propósitos puramente comerciais.
Para efeito deste projeto - e da pesquisa que ele demandou -, o Stream clássico é aquele em que um perfil posta alguma coisa rápida sobre outro conteúdo classificado no tempo e com funcionalidades de avaliação e compartilhamento.
Newsfeed do Facebook, você pensou? Isso mesmo.
O NewsFeed do Facebook foi meu ponto de partida
Você pergunta: por que ele e não o Twitter como exemplo básico? Porque esse era minha orientação na pesquisa, ora bolas. O que me leva a uma dica off-post: de nada adianta pesquisar sobre tudo. Se seu cliente oferece um corte conceitual, siga-o feliz!
Voltando: a partir deste exemplo básico dividi meu estudo de interfaces stream em dois tipos de agrupamento, que comento rapidamente a seguir:
Num olhar mais vertical, o que fica mais evidente é a função em si. O fluxo de conteúdos é mais importante - muitas vezes - do que o próprio conteúdo. É como se criássemos uma canaleta por onde escorre tudo o que é dito, fotografado, filmado ou opinado.
Twitter, exemplo vertical
Stream Blogblogs
Não pensem que com isso eu quero dizer que este tipo de Stream não pode ser útil em projetos. Estou apenas dizendo que ele tem limitações. Nos exemplos acima vemos projetos famosos e bem posicionaods em seus respectivos mercados.
Este tipo de interface é bem interessante para soluções onde você pode tirar proveito desse "efeito canaleta" e assim, direcionar o comportamento de seu usuário. Para resumir: você dá mais FOCO ao que é dito.
Nesse segundo tipo o stream está encapsulado a outra solução, funcionando como aditivo, ou como monitor de audiência e painel de opiniões.
É o caso do Ustream, Justin.Tvs e outros portais de compartilhamento de broadcasting (nem sei se existem essa expressão) onde a visão chat e a visão twitter pode ser intercambiada.
UStream, solução encapsulada
Notem que o foco agora é no conteúdo audio-visual principal. Aqui o stream é utilizado como ferramenta de compartilhamento do MOMENTO e não só do conteúdo em si. Ou seja: é uma maneira interessante de criar uma solução onde o que conta é compartilhar AO MESMO TEMPO.
E por outro lado é perfeito para o produtor do dito contéudo áudio-visual monitoras o resultado de seu trabalho.
A pesquisa percorreu outros exemplos, mas trouxe esses dois aqui para exemplificar como podemos trabalhar corretamente com solução de interface stream para objetivos variados.
O mundo digital está aí para isso: um imenso laboratório de testesonde experimentamos a próxima onda.
Vale lembrar que muita gente (grande) erra. Só para dar um exemplo: alguém lembra do Plurk? Eu acho aquilo estranhíssimo...

Mantive uma quarentena profilático-sabática antes de escrever este post por motivos técnicos: eu precisava ver a solução rodando um tempo antes de registrar aqui no Contém Conteúdo.
Eis que hoje, passadas duas semanas de um pré-lançamento sem muito alarde, chegou a hora de contar que a nova versão do Carreirasolo.org, o blog do Profissional Freelancer Brasileiro, está no ar, com todas as novidades, pompas e circunstâncias.
O mestre sempre presente Robson Santos preparou esta valiosíssima apresentação para quem quiser conhecer os fundamentos do Card Sorting, aquela farra de postits e cartõezinhos vários da qual nossos clientes adoram participar.
O pessoal da Experience Dynamics, preferiu desenhar. E olha que resultado legal ao falar sobre a importância da experiência do usuário.
Antes que você se pergunte o que um vídeo onde uma criaturinha como essa tenta abrir um porta com uma chave que não tem nada a ver com a história, um lembrete: para quem decide trabalhar com usabilidade, arquitetura e afins, observar é a melhor maneira de triunfar.Observando você entenderia que o vídeo mostra para você uma persona típica de nossa era digital, provavelmente em um evento e que a chave não abre porque, de repente, não foi projetada pensando num profissional de cosplay
.
Não entendeu nada? Pois fique sabendo que às vezes na maioria das vezes criar um projeto de Usabilidade requer estranhamento e vontade de conhecer novos públicos e, sobretudo, testar seu comportamento frente a solução (sempre um momento cheio de surpresas.)
E para ajudar vocês nesta futura tarefa, trago uma excelente dica.O pessoal da JumpEductation está organizando um curso rápido em São Paulo para quem precisa trabalhar com os conceitos básicos de Usabilidade em seu ambiente de trabalho. Serão dois dias (30/11 e 01/12) onde profissionais envolvidos na construção de portais corporativos e outras aplicações para a web conhecerão estes e outros segredos da arte.
Entre outubro de 2003 e julho de 2006 eu gerenciei uma intranet na sede da Petrobras. Desde o primeiro momento ficou claro pra mim que, mais do que um repositório de arquivos e listas de aniversários, este tipo de ambiente cumpre um papel importantíssimo na circulação de conhecimento, sua multiplicação e interação de lideranças com seus colaboradores, ou, num português mais claro, chefes e seus subordinados.
[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=-4CV05HyAbM[/youtube]
Nem precisava dizer mais nada, mas Dr. Michael Wesch ainda explica muito mais no MediaCultures.net(Direto dos amigos da Colmeia)
Todo mundo já opinou. Todo mundo já criticou. Gente que jurou que nunca iria sequer chegar perto, hoje twitta feliz da vida. Outros se arrependem e não twittam tristes da vida. Empresas já descobriram aqui e ali o potencial.
Todo conhecimento compartilhado multiplica. Ciente disso o Martijn van Welie criou o blog Welie.com só para catalogar as melhores práticas em design interativo, ou seja, suas patterns. Uma iniciativa digna de nota. E de consulta diária.