Este vídeo foi criado como parte do projeto final de um estudante de arquitetura para exemplificar um possível futuro, alocado na metade final do século XXI, onde marcas e serviços disputam nossos sentidos. Achei curioso, claro, mas igualmente tenso. Vai aí o desconto pelo fato de estar olhando sob os paradigmas de 2010.
O que me chamou mais atenção neste vídeo é que ele se permite ser conceitual. Sem rodeios, limitações ou questões mundanas como um orçamento que estoura. A turma da Bonnier R&D – gigante de mídia originária da Dinamarca-, oferece a nós um rápido ensaio de como cair de cabeça no mundo digital sem abandonar o prazer da leitura de um mundo de átomos.
O protótipo é totalmente irreal, ou seja, não foi construído para o vídeo. Mas qualquer cidadão mais ou menos antenado vai perceber que absolutamente TODAS as tecnologias apresentadas já existem. Da navegação ao estilo iPhone a tela de AMOLED com maior brilho e definição está tudo por aí espalhado em smartphones e leitores de eBook.
Uma decisão muito interessante foi a jogada de foco nas imagens. Perceba que isso é bem próximo do nosso método de leitura de uma revista. Quando nos focamos num Box de texto, mentalmente deixamos a imagem em segundo plano.
A idéia que mais me chamou atenção foi a de oferecer integração ás mídias sociais e demais formas de compartilhamento de forma sutil, quase invisível. Essa não invasão da funcionalidade no conteúdo é, para mim, o grande achado deste projeto.
Claro, nem tudo está perfeito. Notaram como eles simplesmente desapareceram com qualquer elemento levemente parecido com propaganda? Tá certo que o conceito se sustenta com idéias...mas e o salário de todo mundo que pensou, é pago como?
Fico na espera do comentário de vocês para me ajudar a descobrir. :D
Nota: esbarrei neste vídeo a partir da twittada do Mr Mason.
A evolução da troca de conteúdo encontrou nos dias hoje um esperanto, uma linguagem comum, que a todos une: o stream.
Você o conhece desde sempre pois ele estava lá nos primeiros blogs em suas colunas organizadas cronologicamente, explodiu nos scraps de Orkut e ressurgiu ainda mais dinâmico quando o twitter reinventou as bases do compartilhamento de informações em redes sociais, em 2006.
É quase óbvio lembrar, mas o fluxo de informações é mais antigo do que a internet. Mais antigo do que o capitalistmo. Mais antigo do que quase tudo.
Até filósofos gregos – peço aqui um pouco de paciência aos mais críticos - , flertaram com o conceito ao afirmar que a realidade, o tempo, a vida, é um rio que não para de correr e no qual você nunca entra duas vezes de forma igual.
É uma metáfora interessante não? O rio de Heráclito como figura para Facebooks, Twitters, Justin.Tvs e quetais? Mas nosso objetivo é outro.
Ao realizar um estudo de benchmarking para um novo cliente, resolvi pesquisar os formatos, apresentações e objetivos no qual esse tipo de interface se apresenta.
Meu objetivo era construir uma solução onde o fluxo de indicações e comentários se manifestasse de diversas formas ao longo de uma solução com propósitos puramente comerciais.
Para efeito deste projeto - e da pesquisa que ele demandou -, o Stream clássico é aquele em que um perfil posta alguma coisa rápida sobre outro conteúdo classificado no tempo e com funcionalidades de avaliação e compartilhamento.
Newsfeed do Facebook, você pensou? Isso mesmo.
O NewsFeed do Facebook foi meu ponto de partida
Você pergunta: por que ele e não o Twitter como exemplo básico? Porque esse era minha orientação na pesquisa, ora bolas. O que me leva a uma dica off-post: de nada adianta pesquisar sobre tudo. Se seu cliente oferece um corte conceitual, siga-o feliz!
Voltando: a partir deste exemplo básico dividi meu estudo de interfaces stream em dois tipos de agrupamento, que comento rapidamente a seguir:
Num olhar mais vertical, o que fica mais evidente é a função em si. O fluxo de conteúdos é mais importante - muitas vezes - do que o próprio conteúdo. É como se criássemos uma canaleta por onde escorre tudo o que é dito, fotografado, filmado ou opinado.
Twitter, exemplo vertical
Stream Blogblogs
Não pensem que com isso eu quero dizer que este tipo de Stream não pode ser útil em projetos. Estou apenas dizendo que ele tem limitações. Nos exemplos acima vemos projetos famosos e bem posicionaods em seus respectivos mercados.
Este tipo de interface é bem interessante para soluções onde você pode tirar proveito desse "efeito canaleta" e assim, direcionar o comportamento de seu usuário. Para resumir: você dá mais FOCO ao que é dito.
Nesse segundo tipo o stream está encapsulado a outra solução, funcionando como aditivo, ou como monitor de audiência e painel de opiniões.
É o caso do Ustream, Justin.Tvs e outros portais de compartilhamento de broadcasting (nem sei se existem essa expressão) onde a visão chat e a visão twitter pode ser intercambiada.
UStream, solução encapsulada
Notem que o foco agora é no conteúdo audio-visual principal. Aqui o stream é utilizado como ferramenta de compartilhamento do MOMENTO e não só do conteúdo em si. Ou seja: é uma maneira interessante de criar uma solução onde o que conta é compartilhar AO MESMO TEMPO.
E por outro lado é perfeito para o produtor do dito contéudo áudio-visual monitoras o resultado de seu trabalho.
A pesquisa percorreu outros exemplos, mas trouxe esses dois aqui para exemplificar como podemos trabalhar corretamente com solução de interface stream para objetivos variados.
O mundo digital está aí para isso: um imenso laboratório de testesonde experimentamos a próxima onda.
Vale lembrar que muita gente (grande) erra. Só para dar um exemplo: alguém lembra do Plurk? Eu acho aquilo estranhíssimo...
Pesquisamos, montamos e vendemos soluções para Mídias Sociais mas corremos o risco de esquecer que dentro da expressão tão famosa respira quieto e resignado o termo Mídia.
Quando entendido da forma correta, ou seja, como na Mídia Tradicional de outrora que vira e mexe tem sua morte decretada por algum caçador de tendências mais apressado; o termo nos ajuda a montar estratégicas que vencem por ter também seu lado "bala de canhão".
Explicando: uma ação no twitter, propagada através de uma conta (pessoal, de marca, fictícia ou não) com mais de 2 milhões se seguidores tem seu sucesso não só por ser no twitter mas por utilizar essa ferramenta no momento certo e com um grau de atingimento semelhantes a outras ferramentas da Mídia Tradicional, como revistas, rádios e, mal comparando TVs.
Resumindo: uma ação no twitter nessa magnitude é uma ação de Mídia dentro de uma Mídia Social. Complicado?
Num grande resumo, será isso que Richard Jalichandra, CEO do Technorati vai falar logo abaixo:
Notou que ao final do vídeo, fica claro que não podemos duplicar um milagre? Cada feito, é um feito diferente. Virais, Mashups, Twitters e coisas do gênero não funcionam apenas estão lá.
Funcionam porque são aquilo que um forte emissor de qualquer mensagem soube usá-los corretamente.
Pensem nisso.
Galera espera o que vem por aí!
Amigos, clientes e principalmente aqueles que se encaixam ao mesmo tempo nas duas classificações: está no ar no novo site da Contém Conteúdo. Sem mais delongas, embora suspeitíssimo, não me furto em dizer: está LINDO.
Mas, de antemão desculpando as feias e a elas dando um alento, beleza não é tudo. Por isso, o LINDO do parágrafo anterior é mais uma grande metáfora para celebrar junto com o time da 3YZ.com (nova casa de Fábio Sasso, Fabiano Meneghetti e turma), responsáveis pela façanha de transformar wire frames e minha insistente mania de “manter o flow”, nos primeiros passos desse novo espaço, com seus produtos, cases e, claro, esse Blog.
Se nosso posicionamento é claro, como consta lá no Quem Somos, a função desse Blog também deve ser. E por isso a ele acrescentamos o “&Labs”.
Sim, por aqui temos um laboratório. Não exatamente de soluções transgênicas, dessas em que se simula o que foi lido no jornal pela manhã ou algo que se colou da internet a tarde. Mas um laboratório em que também se identifica causas reais das limitações dos clientes e, se não a cura, que passos seguir para retomar ou conquistar a postura crítica e participação ativa que toda marca merece naquilo que se convencionou chamar de mercado digital.
Discutiremos pois aqui a briga eterna entre a tendência e a solução, a materialização do vencedor da disputa em um de nossos seis produtos e, certo de que Deus vai querer, muitos e muitos cases.
É isso aí. Comentem logo abaixo, twittem para todos os lados, assinem nossa página no Facebook e o Newsletter caso queira receber os posts em seu e-mail.
Sejam bem-vindos e boa leitura!
Sempre fui fã de cadernos de anotações. Quem me conhece sabe que coleciono os meus desde muito novo. Entre planos, listas infinitas de boa parte dos lançamentos de quadrinhos, estratégias, contos, planejamentos vários; tenho no escritório aqui de casa uns 10 cadernos catalogados e guardados desde 1985.
Quando tinha absoluta certeza de que aquilo seria só mesmo para mim ou para os mais próximos – beeem próximos - , era tranqüilo. Era um passatempo, um registro biográfico meio auto-ilustrado e estamos conversados. Aliás, nem conversados estávamos: estava eu monologamente combinado comigo mesmo.
Em meio a platéia do evento da moda, apresentando o planejamento da campanha mais genial de todos os tempos da última semana, ou prospectando clientes que vão trazer oxigênio renovado a sua empresa, uma questão ocorre àqueles que não estão neste mundo digital a passeio: como afinal, encurtar o caminho entre a tendência tão linda e charmosa e a solução, esta austera senhoria que nos cobra resultados?
Sim, porque alugamos as tendências da moda para nos fazermos de bonitos e inteligentes e, projeto no ar, vem a cobrança dos resultados: quantos cliques, quantas conversões, quantos comentários? Posso sugerir alguns passos?
Marco Gomes, este menino-gênio da raça reiventou a boo-box que agora está "chique-do-último". As novidades são muitas e aconselho vocês a darem um pulinho no site da ferramenta de rentabilização e conferir a que melhor se adapta a sua necessidade: temos plugins, uma interface de cadastro mais amigável, e widgets, muitos widgets.
Outro dia li no twitter que estamos nos transformando em reféns das ações de marketing, seja ela viral, de guerrilha, espontâneo, gerado pelo consumidor ou o que mais inventarem os papas da atividade.
Tudo é ação. E quando tudo é ação...ipso facto...nada é ação. Tudo vira uma grande massa morna e sem forma...chamada barro fundamental, esperando que alguém sopre vida e dite lá os mandamentos.
E, claro, esqueça de contar sobre livre arbítrio.
A lista que acabou de ser publicada pelo site Webware impressiona pela quantidade de votantes: 1,9 milhão! E de cara, me fez pensar que tinha alguém sendo britanicamente irônico: como eleger os melhores de 2008 se ainda estamos em maio? Mas...detalhes a parte, algumas considerações: