Não é um dilema novo, talvez seja tão antigo quanto o primeiro pajé. O que entregar ao público, afinal? Ser corajoso e encurtar a estrada totalmente imaginária entre cultura e cotidiano ou mastigar eternamente papinhas pré-cozidas de conhecimento e entretenimento fútil?
Será verdade que a cultura de todos os povos a eles pertencem? Ou que povo só gosta mesmo é do luxo fútil e tudo termina na quarta-feira de cinzas com o último gari sambando e varrendo a alegria de uma festa que já acabou faz tempo?
Eu opto sempre pela primeira opção, aquela em que Sinfonias
, Sambas
, Segall
e Saramago
convivem. Não compro a idéia de que “isso ninguém vai entender”, “aquilo é high-culture demais para classe C-D”, por três motivos.