A cada post de um blog americano, a cada novo lançamento editorial desta área, a cada palestra, a cada podcast realmente interessante uma nova sigla é cunhada para registrar um movimento no mundo que produz e consome conteúdo digital. Chego a pensar que ao voltar de umas férias de 30 dias numa ilha grega (tá, tá...Cabo Frio já estava bom) não entenderia mais nada que estivesse escrito e etiquetado como a “a mais revolucionária tendência de todos os tempos da última semana”.
Para ajudar ao possível leitor deste recém inaugurado espaço, relaciono aqui as mais comentadas nos últimos meses.
Desnecessário comentar que muitas delas podem ter caído em desuso assim que eu clicar no “Publicar”...mas...vale o registro.
O que é?
Uma ação de conteúdo recebe este nome quando é criada a partir dos consumidores e não de fontes tradicionais como jornais, TV`s e grandes marcas. Constuma-se confundir com o blog em si, seu caso mais clássico. Mas, dada a crescente onda de profissionalização deste (jornalistas, escritores, departamento de marketing de grandes empresas entraram de cabeça nesta onda ultimamente), é percepção minha que o UGC fica mais característico quando é um conteúdo mais descompromissado e gerado sem grandes objetivos.
O objetivo vem depois quando amiguinhos mais espertos aproveitam esta ou aquela partícula criada para fins marketológicos. O que não é de todo mau, desde que feito bem.
Um exemplo: os vídeos de jimmyrcom do youtube com vários tutoriais. Um deles, o que conta transformar o Google num catador de MP3 fez tanto sucesso que já virou este site aqui, tosquinho, mas bastante útil.
O que é?
A mídia gerada pelo consumidor começou a ser identificada em blogs, foruns e wikis onde consumidores postavam opiniões sobre produtos comprados. Opiniões mais radicais quando alcançaram ambientes digitais com maior número de acessos e relevância começaram a gerar algum incômodo em Gerentes de Marketing. Daí...num processo clássico de apropriação, os mesmos gerentes de marketing começaram a criar estratégias que utilizassem esta "capacidade" dos consumidores em criar ações de marketing eles mesmos..com resultados curiosos...
Um exemplo:Pesquei lá no Brainstorm#9 o do comercial do Doritos, criado por um consumidor e que passou no Super Bowl. Eu tenho pra mim que, bem, isso é mais uma promoção do que um cado clássico de CGM, mas...abro aqui a discussão.
O que é?
Realidades alternativas não são propriamente uma novidade desde a época em que Platão começou a falar de cavernas e outros que tais. Aliás, toda a filosofia se você pensar bem é baseada em análise de quanto real é a ...realidade. Mas, vamos deixar este assunto para outro dia. A sigla em questão trata de games que acontecem no mundo real, este em que vivemos, e muito parecem com ações de guerrilha, com peças esquecidas em banheiros públicos, atores interpretando cenas em ruas movimentadas etc.
Um exemplo: Um dos mais conhecidos é o caso do lançamento do Year Zero, do NIN feito através de uma intricada rede de piscas escondidas nos show que incluíram camisetas, pendrives, ruídos de estáticas. Tá tudo lá no link. Dê uma conferida.
O que é?
Lembra dos Gerentes de Marketing sobre os quais falamos no CGM? Pois então, eles também contam pra gente que as marcas podem divertir você. Criar experiências sensoriais, emotivas, marcantes, inovadoras e memoráveis. A esta capacidade da marca suplantar seu uso/função mais óbvio e investir na experiência e interação direta com o lado mais lúdico de seus consumidores, chamamos de Brand Entertainment.
Um exemplo: Para ficar dentro de casa, aqui no Brasil, toda edição do Big Brother traz jogos e brincadeiras ao redor de carros da Fit e eletrodomésticos a venda no Ponto Frio, certo?
Gostaria que este post fosse o início de um bate-papo e não seu final. Como disse no início quando eu clicar em "publicar" e este conteúdo chegar aí em seu leitor de feeds...muito do que falei pode simplesmente não mais existir. Você pode até mesmo ler este post três meses depois, numa caixa postal esquecida. O que mudou de lá para cá? Conte pra gente!
[ratings]
Essas siglas confundem
Essas siglas confundem bastante mesmo. Thanks God já inventaram a wikipedia que nessas horas dá uma baita ajuda, apesar de muitas delas only english.
E vida longa ao "Contém Conteúdo"!
Este post me lembrou uma
Este post me lembrou uma entrevista com o cara do "Second Life" dizendo algo tipo: "Engana-se redondamente quem acha que o Second Life é um jogo. Ele é um navegador 3d."
[...] sobre esta questão. É
[...] sobre esta questão. É uma aula inaugural, ou re-inaugural, para burilar seus conceitos de Conteúdo Gerado por Consumidor. Direto da reunião de pauta da BRR (Blogosfera Realmente [...]
Faça seu comentário