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Kindle Fire diz nas entrelinhas: o que importa é o conteúdo e seu compartilhamento

Kindle-Fire

Ficou atento ao lançamento do Kindle Fire hoje, realizado pelo próprio Jeff Bezos? Pois saiba que deveria, pois poderia ter assistido ao oferecimento de uma singela dose de razão&sensibilidade, e esperta estratégia, do fundador da Amazon e de seu time. Quer saber por quê? Acompanhe.

Você está certo se entender que o Kindle Fire é um tablet com tela de 7 polegadas, que acessa apenas a rede Wi-Fi, oferece conteúdos de livros, revistas, músicas e séries de TV direto da Amazon App Store e suas filiais temáticas, além de poder compartilhar e armazenar este conteúdo nos serviços “em nuvem” da empresa (Amazon Cloud Player, Amazon Cloud Drive, Kindle Cloud Reader e Amazon Cloud).

Também estará certo se deduzir que, sendo mais leve e rodando um Android adaptado, será mais simples de se usar. Mas, aí vai o tema do post, precisará ficar atento a real escolha por isso tudo.

O novo CD-ROM, o velho CD-ROM

Reinando absoluto no mercado de tablets, o iPad precisa tomar cuidado com seus rumos e com a famosa lição que os CD-ROMs nos deixaram. Quem não se lembra dos anos 90, quando estávamos empolgados com a possibilidade de compactar a Enciclopédia Britânica em dois disquinhos levíssimos? Eles teriam fotos, vídeo, gravações de áudios raros, muito texto e, vez por outra seriam atualizados pela empresa mantenedora daquele conteúdo.

Tá, você vai dizer que estou forçando a barra e que CD-ROMs foram uma tecnologia de transição, logo avassaladoramente varrida do mapa pela WEB. Mas quem disse, cara pálida, que os tablets não são também a transição para um novo paradigma de consumo de conteúdo? Há meses (note bem MESES!) atrás falávamos sobre novas estruturas narrativas, sobre trilhas sonoras que acompanhariam os livros, sobre AppBooks que seriam (e são ainda) divertidos e que teriam efeitos mirabolantes para engrandecer a estória contada?

…quem disse que os tablets não são também a transição para um novo paradigma de consumo de conteúdo?Saiba que não são poucos os analistas desta cena que advogam um modo de produção mais simples e um comportamento de consumo mais focado.

Pausa para momento de reflexão.

É mentira deslavada que as pessoas gostam de ler cada vez menos. O raciocínio é outro: o conteúdo está cada vez mais disponível para quem tem potencialmente a vontade de consumi-lo. Traduzindo em miúdos é o mesmo que falar que não se produz música de qualidade no Brasil pois temos, aqui, Funk e Axé e se esquecer do Chorinho, da Nação Zumbi e de alguma banda muito talentosa que toca na garagem ao lado de sua casa. E outra: o conteúdo literário ou noticioso nunca foi um projeto para todos. O todo não lê. Mas, no entanto, mais (muito, muito mais) gente pode ler agora.

Sabe qual é a diferença? A diferença é que os dois públicos têm voz. E um acaba sendo mais barulhento do que o outro. Mas isso é outra coisa.

Voltando.

A família Kindle é a de mais sucesso até agora pois é extremamente focada. São bons leitores, mais agradáveis aos olhos e já ajudaram a lançar autores pós-adolescentes que ficaram milionários, dada a imensa comunidade proprietária do equipamento.

Seguindo esta acertada tendência, o Kindle Fire não tem câmera nem entrada para teclado. É um terminal-burro para leitores inteligentes. É o menos é mais. E isso é seu grande acerto. As vendas começam em novembro. A Amazon já se estabeleceu em território nacional.

Alguma editora na plateia?


One Response to Kindle Fire diz nas entrelinhas: o que importa é o conteúdo e seu compartilhamento

  1. @leoc4dio says:

    torço p ver @mdcurioso (Marcelo Duarte) e sua Panda Books na 1ª fila. []s

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