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O futuro das marcas estaria nas mãos da China

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Qual a sua reação ao ler a frase “Made in China” em 99% dos produtos de hoje? Não precisa ficar envergonhado, a grande maioria das pessoas tem essa mesma sensação: um produto barato e, muito provavelmente, defeituoso.

Mas, ao julgar pelas impressões que o consultor Martin Lindstrom teve em uma recente visita a Shangai, esse legado está prestes a se transformar, dando lugar a um mundo onde, a crescente fascinação que as marcas ocidentais exercem sobre o povo chinês, movimentará uma indústria comandada pelos nossos amigos do grande continente.

Isso porque por lá estaria acontecendo o mesmo movimento que os japoneses empreenderam nos anos 80. Na época as grandes corporações criaram um programa de “ocidentalização” de suas marcas. Em um plano de médio-longo prazo, nomes locais e de difícil pronúncia por consumidores em São Paulo, Nova York e Paris, assumiram o domínio que Sony e Toshiba exerceram nos anos 90 e início dos ano 00.

Na China, contudo, vemos algo um pouco diferente. Comerciantes com milhares de anos de vantagem que são, os chineses estão praticando aquisições como forma de encurtar esse caminho. Para citar dois exemplos: em 2004, a IBM vendeu a marca ThinkPad para a Lenovo por $1,25 bilhão de dólares e, em movimento semelhante, a General Motors faturou outra forturna ao passar o direito de utilização da marca Hummer para a Sichuan Tengzhong.

Agora imagine o cenário. De um lado, o conhecimento destas marcas adquirido (ou seria apenas comprado?) e processado pela máquina chinesa. De outro, um largo campo industrial que, descontadas as questões trabalhistas e humanitárias, tem capacidade para produzir mais rápido e mais barato.

O resultado, como pontuou LindStrom em seu artigo para a FastCompany pode ser um mundo onde marcas serão estampadas em produtos que pouco tem a ver com o seu DNA original. Sim, máquinas de lavar da Apple. Aspiradores da Tommy Hilfinger. Carrinhos de Golfe da Electrolux.

É esperar e conferir.

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