Quando a notícia circulou a vontade foi postar logo. O Twitter foi responsável por uma das últimas grandes revoluções no compartilhamento de conteúdo e o fato da empresa modificar sua home e, novamente, a maneira como se consome o conteúdo divulgado através dele era digno de nota.
De uma tacada só a novidade preenchia dois dos requisitos básicos de nossa linha editorial: ser relevante e em tempo real. Mas resolvemos esperar até que pudéssemos sentir na pele a mudança. E não tardou: um dia após o anúncio oficial, a conta de um de nossos projetos mais queridos, o podcast FalaFreela havia migrado para a nova home.
E o novo twitter se mostrou uma mudança de paradigma e tanto. Se no início respondíamos à questão “O que você está fazendo”, e logo depois falávamos sobre “O que estávamos pensando”, agora a frase-mantra que guiará os usuários, quando na nova interface é “O que está acontecendo no mundo”. É um salto da mídia pessoal para o broadcast pessoal. Um salto definitivo.
Navegando pela nova interface, notamos também que o acompanhamento de métricas como engajamento e reverberação de ações, profiles e hashtags passa a ser uma preocupação, ou ainda, passa a ter ferramentas para sua aferição. Olhar em que listas seu profile está inserido é, sem dúvida alguma, uma maneira de se entender como sua mensagem está sendo entendida. Além de ser uma análise transacional reversa e tanto.
Outras funcionalidades também chamam atenção. Você pode encontrar um resumo completo delas nos posts relacionados logo abaixo. Acompanhar as conversações a cerca de seus tweets e ler mini-profiles antes de adicionar novos seguidos são, sem dúvida, novidades bem-vindas.
Os executivos do Twitter garantem que 78% dos acessos AINDA acontecem a partir da home, a despeito de serviços agregadores eficientes (aliás, de onde muitas das novidades foram “importadas”) como TweetDeck e Hootsuite. Com o consumo de conteúdos linkados dentro da barra lateral, este número passa a se justificar. Assistir a vídeos, nevagar em mapas e curtir fotos dentro do próprio twitter tem lá seu valor.

A invasão das interfaces stream mudou a maneira como navegamos pela web. Informações compartimentadas e pulverizadas passaram a ser um ativo mais importante do que grandes sites bem construídos. Mais do que nunca, o conteúdo é Rei. E está expandindo suas fronteiras.
A evolução da troca de conteúdo encontrou nos dias hoje um esperanto, uma linguagem comum, que a todos une: o stream.
É uma metáfora interessante não? O rio de Heráclito como figura para Facebooks, Twitters, Justin.Tvs e quetais?
Você o conhece desde sempre pois ele estava lá nos primeiros blogs em suas colunas organizadas cronologicamente, explodiu nos scraps de Orkut e ressurgiu ainda mais dinâmico quando o twitter reinventou as bases do compartilhamento de informações em redes sociais, em 2006.
É quase óbvio lembrar, mas o fluxo de informações é mais antigo do que a internet. Mais antigo do que o capitalistmo. Mais antigo do que quase tudo.
Até filósofos gregos – peço aqui um pouco de paciência aos mais críticos – , flertaram com o conceito ao afirmar que a realidade, o tempo, a vida, é um rio que não para de correr e no qual você nunca entra duas vezes de forma igual.
É uma metáfora interessante não? O rio de Heráclito como figura para Facebooks, Twitters, Justin.Tvs e quetais? Mas nosso objetivo é outro.
Ao realizar um estudo de benchmarking para um novo cliente, resolvi pesquisar os formatos, apresentações e objetivos no qual esse tipo de interface se apresenta.
Meu objetivo era construir uma solução onde o fluxo de indicações e comentários se manifestasse de diversas formas ao longo de uma solução com propósitos puramente comerciais.
Para efeito deste projeto – e da pesquisa que ele demandou -, o Stream clássico é aquele em que um perfil posta alguma coisa rápida sobre outro conteúdo classificado no tempo e com funcionalidades de avaliação e compartilhamento.
Newsfeed do Facebook, você pensou? Isso mesmo.

Você pergunta: por que ele e não o Twitter como exemplo básico? Porque esse era minha orientação na pesquisa, ora bolas. O que me leva a uma dica off-post: de nada adianta pesquisar sobre tudo. Se seu cliente oferece um corte conceitual, siga-o feliz!
Voltando: a partir deste exemplo básico dividi meu estudo de interfaces stream em dois tipos de agrupamento, que comento rapidamente a seguir:
Num olhar mais vertical, o que fica mais evidente é a função em si. O fluxo de conteúdos é mais importante – muitas vezes – do que o próprio conteúdo. É como se criássemos uma canaleta por onde escorre tudo o que é dito, fotografado, filmado ou opinado.


Não pensem que com isso eu quero dizer que este tipo de Stream não pode ser útil em projetos. Estou apenas dizendo que ele tem limitações. Nos exemplos acima vemos projetos famosos e bem posicionaods em seus respectivos mercados.
Este tipo de interface é bem interessante para soluções onde você pode tirar proveito desse “efeito canaleta” e assim, direcionar o comportamento de seu usuário. Para resumir: você dá mais FOCO ao que é dito.
Nesse segundo tipo o stream está encapsulado a outra solução, funcionando como aditivo, ou como monitor de audiência e painel de opiniões.
É o caso do Ustream, Justin.Tvs e outros portais de compartilhamento de broadcasting (nem sei se existem essa expressão) onde a visão chat e a visão twitter pode ser intercambiada.

Notem que o foco agora é no conteúdo audio-visual principal. Aqui o stream é utilizado como ferramenta de compartilhamento do MOMENTO e não só do conteúdo em si. Ou seja: é uma maneira interessante de criar uma solução onde o que conta é compartilhar AO MESMO TEMPO.
E por outro lado é perfeito para o produtor do dito contéudo áudio-visual monitoras o resultado de seu trabalho.
A pesquisa percorreu outros exemplos, mas trouxe esses dois aqui para exemplificar como podemos trabalhar corretamente com solução de interface stream para objetivos variados.
O mundo digital está aí para isso: um imenso laboratório de testesonde experimentamos a próxima onda.
Vale lembrar que muita gente (grande) erra. Só para dar um exemplo: alguém lembra do Plurk? Eu acho aquilo estranhíssimo…