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Você sabe com a Eink funciona?

Sriram Peruvemba, vice presidente de marketing da Eink, a fabricante das telas que equipam, por exemplo, os Kindle (até a versão 4), sabe. Conta para nós neste vídeo de 19 minutos. Só este ano serão produzidas 30 milhões dessas telinhas. Sim, elas ainda são em tons de cinza e não são multitouch, mas impulsionaram a indústria dos eBooks como nenhuma outra.

Via: ARMDevices

Google disponibiliza Manuscritos do Mar Morto online

O Museu de Israel, em parceria com o Google, finalizou um criterioso processo de digitalização do mais antigo texto bíblico já encontrado, os Manuscritos do Mar Morto. Os cinco livros que integram o projeto datam entre 70 e 100 anos de pois de Cristo e narram diversas passagens conhecidas da Bíblia tradicional, além, é claro, de visões um pouco polêmicas sobre o Messias Judaico (ou Cristão…)

No site do projeto você pode ver em um nível de detalhe assustador o Grande Livro de Isaías (este, inclusive com tradução para o inglês), o Livro da Disciplina (regras de organização da seita dos Essênios, da qual, supostamente, Jesus teria sido discípulo nos anos de deserto), o Livro do Templo, o Livro da Guerra e os Comentários sobre os Manuscritos de Habakkuk. As fotos foram tiradas com flashes especiais para não danificar o material e têm 1.200 Megapixels cada.

Em tempos de tablets que nos permitem ler conteúdos em infinitos rolos virtuais, não deixa de ser uma comparação interessante sobre como um conteúdo tão valioso pode se adaptar a novos formados.

Sobre os Manuscritos

O primeiro deles foi encontrado em uma região chamada Qumran, no deserto ao norte do Mar Morto, em Israel. Beduínos pastoreavam pela área quando ouviram, vindo de uma caverna, o som de vasos de argila sendo quebrados. Ao adentrar ao local encontraram ânforas lacradas contendo os fragmentos. Ao todo sete manuscritos foram achados no período entre 1947 e 1956. É considerado o maior achado arqueológico do século XX.

Neil Gaiman em vídeo: “Vendo mais quando meus livros são pirateados”. Efeito @paulocoelho?

O distinto senhor inglês no vídeo acima é o mestre Neil Gaiman. Se você não leu Deuses Americanos, Neverwhere e Sandman (shame on you!), pelo menos deve ter esbarrado em uma adaptação cinematográfica de Coraline, certo?

A internet possibilita que mais pessoas leiam, ouçam e assistam a mais coisas que, de outra forma, jamais conheceriamEntão, é desta cabeça que saem estas obras maravilhosas e é a este camarada aí (que adora bebericar caipirinhas quando é convidado especial na FLIP), que os quadrinhos e sua indústria devem um bocado. Graças a sua atuação e talento, os HQs foram finalmente elevados ao status de literatura, nos anos 90, pelas mãos e saquinhos de areia enfeitiçada de Sandman e os Eternos.

Mas, história da cultura pop à parte, Gaiman apareceu recentemente neste vídeo-entrevista concedida ao site Open Rights Group – uma organização destinada a garantir os diretos de expressão através de meios digitais-, afirmando que:

…sempre que meus livros são pirateados e traduzidos, minhas vendas aumentam em 300%

Gaiman mostra-se conclusivo, no ponto em que relata que, ao perguntar para audiências como teriam descoberto seu autor preferido, a resposta “em uma estante de livraria” tem cada vez menos braços levantados. O mais importante: isso não os afasta da compra do livro em si. Estamos falando, sim, é de acesso a nova informação, a novos nomes. E não da transação comercial ao redor do livro.

“A internet possibilita que mais pessoas leiam, ouçam e assistam a mais coisas que, de outra forma, jamais conheceriam”, afirma o autor. E isso o fez repensar totalmente a função das leis de copyright hoje em vigor.

Novidade? Nem tanto: Paulo Coelho faz isso há um tempinho, ele mesmo, colocando na rede cópias livres de seus livros, muitas vezes antes mesmo de serem lançadas oficialmente. O efeito é o mesmo: novos leitores, novos mercados, mais vendas.

O que o vídeo de Gaiman nos ajuda a entender é que a própria obra pode funcionar como uma campanha de marketing completa e de longo prazo, centrada da experiência social de leitura, a marca do consumo de conteúdo editorial nos próximos anos.

Anotem. E divulguem. De graça.