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Project Glass. A realidade aumentada e a segurança pessoal diminuída do Google

Diversos veículos no mundo inteiro e no Brasil, deram ontem como capa mais uma incrível promessa do Google. Uma promessa já esperada, pelo menos enquanto rumor, há algumas semanas. Sua iniciativa de realidade aumentada finalmente “veio a público” sob o codinome de “Project Glass”. O vídeo acima é autoexplicativo. Mas, nem por isso, é não criticável.

A primeira grande questão é a diferença entre o que foi realmente dito pela empresa e de como lemos a notícia nas primeiras reverberações, ainda primárias, da imprensa americana. O tom de “finalmente veio a público” em nada condiz com a descrição de “fizemos um vídeo para mostrar o que achamos que podemos fazer”, na página do projeto no Google+.

Por que isso? Seria uma resposta vaporizada à ameaça do Facebook no mundo das buscas, anunciada dias antes?  Em sendo assim, o grande projeto se resume a um vídeo viral, um protótipo de conceito para atrair atenção e reshares. Vapor, portanto.

As análises se seguiram à velocidade da luz, mostrando como o projeto inova nas interfaces, no estilo dos óculos (muito mais discreto e ergonômico, dizem alguns) e tudo o mais. Claro, a ingenuidade caiu com a muralha de Jericó, sabemos do intenso esforço de assessoria de imprensa que algumas empresas tem, ok.

Contudo, o tom inicial de produto-conceito, foi perdido em duas ou três reverberações. Horas depois, o projeto já seria um dos carros-chefe da empresa de Moutain-View e teria investimentos vultuosos.

O conceito, por ele mesmo

Agora, vamos parar para pensar e entender como a possibilidade do projeto está bem distante da realidade das ruas? Uma coisa é projetar aplicativos de realidade aumentada para jogos, para apresentações, para entretenimento. Outra, é investir tão pesado da eliminação da segurança pessoal. Quem vai andar com um dispositivo desses em um cruzamento da Av. Paulista? Na praia de Ipanema? Como sobreviver na realidade caótica do trânsito de grandes cidades alheio, imerso na realidade iconográfica do Android? Novamente, de novo, vapor.

Não que a inovação não se prove e não seja interessante. A cena da livraria é rica de possibilidades, checar boletins sobre a movimentação dos transportes em sua cidade é algo bem interessante, também. Existem utilizações, claro. Como todo conceito, ele precisa ainda ser burilado, colocado em teste, passar pelo incrível e imprevisível cérebro do usuário final.

Agora… levante o primeiro mouse quem não ficou tenso quando o camarada vai para o alto de um prédio, para o seu parapeito e começa a tocar um Ukelele…

A arte na era da internet

Esqueça por um momento a nova tendência que vai virar mania, startup e depois será monetizada. Deixe de lado, ou melhor, guarde na gaveta mais próxima ao chão, as reclamações sobre projetos ou grandes ideias que não saem do papel pois não tem seu mecenas.

Isso porque no vídeo a seguir, conheceremos ou revisitaremos projetos como o KickStarter e o The Creatros Project que vêm moldando a forma como trabalhamos e consumimos o mais antigo tipo de conteúdo produzido pelo ser humano: a arte.

Fundamental de ser visto e ainda mais discutido, o vídeo “The Impact of Kickstarter, Creative Commons & Creators Project” faz parte do projeto OffBook, de autoria da PBS Arts.

Mas, até que ponto estamos apenas reverberando e não indo na fonte real da criatividade nacional?

[Vídeo]. Perfis Digigráficos apresentam nova maneira de encarar público na web

Em um trabalho absolutamente criterioso e bem montado, a DM9DDB lançou semana passada o resultado de sua pesquisa “Perfis Digigráficos” que consolida os levantamentos feitos em parceira com a Vox Pesquisas sobre como interagimos com as mídias digitais.

Como muito bem falado no vídeo de introdução que você pode assistir logo abaixo, o mundo digital não é mais fronteira de poucos, de desbravadores ou geeks sem alma. É, antes disso, o lugar comum, a praça pública.

É onde aprendemos, interagimos e damos voz a nós mesmos, àquilo que achamos que somos; é a fronteira do eu, do outro, das instituições que nos rodeiam e do mundo em que vivemos. A partir dessas instâncias e da constatação que variáveis como idade, sexo e domicílio fazem tanto sentido como vender passagens de avião em mundos virtuais onde podemos voar, foi cunhado o termo que batiza a pesquisa.

Ao entrevistar diversas pessoas, consultar especialistas (antropólogos, psicólogos e educadores) e pensar um pouco, a pesquisa propõe reclassificar o mundo digital em cinco grandes grupos: imersos, ferramentados, fascinados, emparelhados e evoluídos.

Segundo Cynthia Horowicz, vp de planejamentoda DM9DDB:

…o estudo reforça o posicionamento que escolhemos para a DM9DDB como uma agência convergente. Geramos ideias e construímos marcas independentemente da plataforma.

Vale dar uma olhada no “memorial” da pesquisa, disponível no Blog da agência.