Alguns leitores vão ao cinema. Alguns cinéfilos lêem livros. E, na maioria das vezes, somos nós mesmos estas duas pessoas em uma só.
Quando estas duas instâncias calham de conviver num ser pensante e que tem acesso a meios de publicação de conteúdo, ele assume no registro de suas posturas (ou seja, quando publica um post ou comentário sobre este livro ou aquele filme) uma das posições possíveis:
Os dois “times” têm integrantes de igual peso, com argumentos muito bem fundamentados. Em resumo, vendo o filme antes você não fica preso a linha narrativa do filme e/ou lendo o livro antes você é um expectador mais crítico.

Leia para poder ver e veja para poder ler o próximo
Mas acontece que livros e filmes são crias HOJE (não sempre, haja visto que livros estão aí um pouco antes) de uma indústria maior, a do entretenimento.
São produtos culturais extremamente sensibilizados e expostos aos mandos e desmandos desta indústria e tendem a se acomodar de acordo com as técnicas e limitações que farão o filme, enfim, vender mais.
Sob um aspecto estritamente comercial (e pensando aqui em obras de apelo popular), a existência das adaptações
faz com que novos livros possam ser escritos.
(Pausa para esperar parar o apedrejamento por parte de acadêmicos...)
Se o livro é o produto primal do autor, onde sua arte ficou impressa e aguarda seus leitores com um mundo de detalhes e entrelinhas; o filme e a transposição para uma audiência infinitamente maior que paradoxalmente é menor – na maioria dos casos – em suas ambições críticas, criativas ou até mesmo e tão somente receptivas.
E o que gostaria de dizer, então, é que...
Não se trata de ler ou ver antes. Não se trata de optar por uma ou outra versão. A questão fundamental aqui pode ser apenas de aprender a consumir a experiência (a MESMA experiência) em momentos diferentes.
Se é verdade que alguns livros são apenas roteiros mal adaptados esperando por sua versão na telona, é também verdade que, grandes obras nem sempre dão grandes filmes
. Afinal, são coisas diferentes, são momentos diferentes...
...para públicos diferentes.
Isso não impede – no meu caso até estimula - , que o leitor vá ao cinema e o adolescente consumidor de blockbusters encontre seus primeiros grandes livros
(eu, na função de pai de adolescente já converti um. Bingo!!!!) após consumir uma e outra versão daquele clássico que virou filme.
Mas humildemente gostaria de sensibilizar quem lesse este pequeno post para não tentar levar seu leitor ao cinema sem avisar para ele que aquela superfície retangular sobre a qual se projetará uma história é um brinquedo que tem suas características próprias.
Leve o cinéfilo e o leitor para uma contínua leitura.
Não apenas do livro, do filme, da trilha sonora, do site, do game...mas da experiência particular daquela história e da possibilidade que hoje temos que consumila em infinitos formatos.
Seja ela feita de hobbits
, buendias
, dimons
, hanibals
, não importa.
Adaptações de livros para o cinema dão sempre certo?
Ler o livro ou ver o filme? Esta questão pode ficar mais fácil depois deste
o que não curto é uns caras
o que não curto é uns caras comparando os dois . 'o livro é mui melhor !' . BOLHAS !! são dois veículos inteiramente diferentes, é foda . comparar a banana com a laranja é impossível, mas é mai divertido pro macaco que come as duas, se é que você me entende, bicho :)
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