Caiu em minhas mãos aqui no trabalho o segundo exemplar da revista Meio Digital, editada pelo Meio&Mensagem. E que medo! Não meu, claro, mas deles. A cada matéria, a cada parágrafo, pude notar um misto de desconhecimento de causa e pânico que só tinha visto dentro das agências de propaganda mais tradicionais.
Um mercado que tem publicações relevantes e que a cada edição mostram-se mais complexas e analíticas, isso para não mencionar os 500 mil blogs relevantes, testemunhar um veículo tradicional que tanta relevância trouxe ao jornalismo especializado em propaganda, ao ponto de praticamente inaugurá-lo no Brasil, editar uma revista que não tem reservas em mostrar-se vacilante e infundada em muitas de suas opiniões, puxa, é triste.
Tá, é explicável: o mercado tradicional está para a internet como as gravadoras estão para o mp3. Correndo atrás do próprio rabo que já caiu. Mas...
Mas não é aceitável.
A começar pela pauta escolhida. Simplesmente excelente. Vocês não leram errado: a pauta está boa mesmo. Tudo o que mais se fala e comenta em todas as fontes relevantes está lá: Facebook, Web Semântica, TV Digital. MESMO. Contudo, ao começar a ler, todo o ranço e desconhecimento vem a tona em meio a frases feitas.
Nosso mercado é sério minha gente. Temos profissionais entre os melhores do mundo. Não dá para refletir em tão bem diagramadas páginas o discurso de corredor de agência, onde o comerical de 30 segundos e a página dupla ainda são saídas não se sabe bem para quê.
Ao contrário do que esta primeira resenha possa indicar, não sou defensor de modelos de negócios flutuantes, idéias sem fundamento ou retorno para clientes, em mídias que não se justificam. Até por isso, acredito, que um contraponto ao "evangelismo" às vezes irritante dos mais afoitos é necessário. É fundamental. Mas não pode ser a única voz numa publicação que, direcionada a publicitários, feita por publicitários...corre o risco de ser lida por não-publicitários.
Pelo menos não totalmente publicitários. ; )
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MUITO TOSCO!
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