
O cenário foi muito bem apresentado pelo documentário “A terra sem ninguém” (The world without us), que revi ontem no The History Channel: um belo dia a raça humana desapareceu. As cidades ficaram vazias, nossas construções, máquinas, fábricas, centros de divertimento, totalmente desertos.
O roteiro do programa se desenrola numa linha do tempo que começa com 1 dia depois de desaparecermos até 10 mil anos depois e acompanha nossa civilização, ou melhor, seus registros, desmoronando-se.
Acompanhamos estupefatos o ciclo de abandono: a energia que acaba, fábricas que tem seus reatores fundidos, cachorros e gatos quem evoluem para seu estado primitivo tornando-se senhores de um novo mundo, repleto de plantas que destroem concretos e ferragens, o desaparecimento de nossos prédios e a retomada da natureza o que dela era de direito. (Veja uma apresentação multimidia no site do livro que deu origem a série)
Um dos pontos que mais me chamou atenção foi uma conclusão óbvia e ao mesmo tempo arrasadora: papel, fitas VHS e DVD´s simplesmente desaparecerão em 5 mil anos ou menos.
O que equivale a dizer que, em 10 mil anos, as únicas reminiscências de nossa passagem serão antigas construções (algumas já bem antigas hoje em dia, como as Pirâmides e os monumentos Greco-romanos). Algumas suposições recaem sobre a Muralha da China e o Monte Rushmore.
Pare para pensar: em 10 mil anos depois de nossa raça desaparecer por completo, tudo o que produzimos de conhecimento será representado por construções de concreto (as que resistirem) e/ou pedra.
E nela ficará impressa não a Nona Sinfonia, um filme do Glauber Rocha ou o discurso de Martin Luther King; mas os hieróglifos e ideogramas chineses. Ou nem tanto: apenas nossa arquitetura que pouco ou nada significará para aqueles que herdarem o que, por poucos momentos, tomamos para nós como propriedade.
Ou seja...
Nunca teremos saído da idade da Pedra.
Houve um outro programa na
Houve um outro programa na mesma linha que abordou a questão do lixo que deixaremos e que permanecerá também por tantos séculos. Assustador saber que um dia alguém irá encontrar o nosso lixo atômico guardado em algum subterrâneo em alguma parte remota do planeta. E então a questão é: Será que saberão interpretar os ícones que estão lá para identificar o perigo da radiação?
A quem interessar possa: tem
A quem interessar possa: tem esse documentário em torrents sob o título "Life after people". Inclusive tem versões dubladas em português se não me engano. Gostei da dica e assistirei!
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