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Neil Gaiman em vídeo: “Vendo mais quando meus livros são pirateados”. Efeito @paulocoelho?

O distinto senhor inglês no vídeo acima é o mestre Neil Gaiman. Se você não leu Deuses Americanos, Neverwhere e Sandman (shame on you!), pelo menos deve ter esbarrado em uma adaptação cinematográfica de Coraline, certo?

A internet possibilita que mais pessoas leiam, ouçam e assistam a mais coisas que, de outra forma, jamais conheceriamEntão, é desta cabeça que saem estas obras maravilhosas e é a este camarada aí (que adora bebericar caipirinhas quando é convidado especial na FLIP), que os quadrinhos e sua indústria devem um bocado. Graças a sua atuação e talento, os HQs foram finalmente elevados ao status de literatura, nos anos 90, pelas mãos e saquinhos de areia enfeitiçada de Sandman e os Eternos.

Mas, história da cultura pop à parte, Gaiman apareceu recentemente neste vídeo-entrevista concedida ao site Open Rights Group – uma organização destinada a garantir os diretos de expressão através de meios digitais-, afirmando que:

…sempre que meus livros são pirateados e traduzidos, minhas vendas aumentam em 300%

Gaiman mostra-se conclusivo, no ponto em que relata que, ao perguntar para audiências como teriam descoberto seu autor preferido, a resposta “em uma estante de livraria” tem cada vez menos braços levantados. O mais importante: isso não os afasta da compra do livro em si. Estamos falando, sim, é de acesso a nova informação, a novos nomes. E não da transação comercial ao redor do livro.

“A internet possibilita que mais pessoas leiam, ouçam e assistam a mais coisas que, de outra forma, jamais conheceriam”, afirma o autor. E isso o fez repensar totalmente a função das leis de copyright hoje em vigor.

Novidade? Nem tanto: Paulo Coelho faz isso há um tempinho, ele mesmo, colocando na rede cópias livres de seus livros, muitas vezes antes mesmo de serem lançadas oficialmente. O efeito é o mesmo: novos leitores, novos mercados, mais vendas.

O que o vídeo de Gaiman nos ajuda a entender é que a própria obra pode funcionar como uma campanha de marketing completa e de longo prazo, centrada da experiência social de leitura, a marca do consumo de conteúdo editorial nos próximos anos.

Anotem. E divulguem. De graça.

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